
Delação premiada revela esquema bilionário de fraudes contra aposentados com apoio político
Por Redação
Um esquema de corrupção e fraudes financeiras de proporções bilionárias veio à tona com a delação premiada do empresário Maurício Camisotti à Polícia Federal. No depoimento, que faz parte de uma investigação sobre descontos indevidos em benefícios previdenciários, o empresário confessou ter liderado uma organização que desviou cerca de R$ 1 bilhão de aposentados e pensionistas brasileiros.
O Mecanismo da Fraude
Segundo a confissão de Camisotti, o grupo operava por meio de associações que, embora registradas, funcionavam como fachada para captar recursos de forma ilícita. O empresário admitiu o controle direto de três entidades:
AMBEC (Associação de Aposentados Mutualistas para
Benefícios Coletivos);
CEBAP (Centro de Estudos dos Benefícios dos Aposentados e Pensionistas);
UNSBRAS (União dos Aposentados e Pensionistas do Brasil).
Essas organizações são acusadas de realizar descontos mensais diretamente na folha de pagamento de milhares de segurados do INSS sem que houvesse autorização ou adesão consciente por parte das vítimas.
A “Sustentação Política” no Congresso
Um dos pontos mais sensíveis da delação é a revelação do braço político que garantia a viabilidade do esquema.
Camisotti afirmou que a rede de influência era fundamental para manter os convênios ativos e evitar bloqueios administrativos. Três parlamentares foram citados como peças-chave nesse suporte:
Gorete Pereira (MDB-CE), deputada federal;
Weverton Rocha (PDT-MA), senador;
Euclydes Pettersen (Republicanos-MG), deputado federal.


