
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, por unanimidade, o registro da federação formada pelos partidos União Brasil e Progressistas (PP). A nova aliança, denominada Federação União Progressista, passa a ser a maior força política do Congresso Nacional em número de parlamentares.
A relatora do processo, a ministra Estela Aranha, votou favoravelmente à formalização da federação, sendo acompanhada pelos demais ministros da Corte: André Mendonça, Antonio Carlos Ferreira, Cármen Lúcia, Floriano de Azevedo Marques, Nunes Marques e Ricardo Villas Bôas Cueva.
A aprovação ocorre pouco mais de uma semana antes do prazo limite estabelecido pela Justiça Eleitoral para que federações possam participar das eleições de 2026. De acordo com as regras, essas alianças precisam estar formalizadas com pelo menos seis meses de antecedência do pleito, marcado para o dia 4 de outubro.
Em nota oficial divulgada após a decisão, a Federação União Progressista afirmou que a união tem como objetivo “fortalecer a governabilidade, ampliar a representatividade política e apresentar ao país uma agenda comum voltada ao desenvolvimento econômico, à estabilidade institucional, à disciplina fiscal e ao fortalecimento da democracia”.
A federação é resultado de um longo período de negociações entre as duas siglas e agora inicia uma nova fase de organização conjunta, com foco nas eleições de 2026 e na atuação unificada no Congresso.
Com a formalização, União Brasil e PP passam a somar 103 deputados federais e 12 senadores, totalizando 115 parlamentares. O número supera o do Partido Liberal (PL), que atualmente possui 106 representantes, sendo 90 deputados e 16 senadores.
Apesar do peso político, a federação ainda não definiu um pré-candidato à Presidência da República. A decisão sobre lançar candidatura própria ou compor com outro grupo político deverá ser tomada nos próximos meses.
Nos bastidores, União Brasil e PP já haviam sinalizado, desde setembro do ano passado, um afastamento do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), movimento que reforça o reposicionamento político das legendas no cenário nacional.
A criação da federação consolida uma nova correlação de forças no Congresso e deve influenciar diretamente as articulações políticas e eleitorais nos próximos anos.

