Governo Federal avalia a volta do horário de verão

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O governo federal avalia a volta do horário de verão, encerrado em 2019. A possibilidade está sendo discutida no Ministério de Minas e Energia e no Palácio do Planalto e, neste momento, há uma tendência de retorno da medida utilizada por mais de 30 anos para viabilizar a economia de energia elétrica. A decisão final, porém, caberá ao presidente Jair Bolsonaro.

No início de 2019, o chefe do Executivo optou pelo fim da iniciativa. Naquele momento, houve uma avaliação técnica de que o horário não fazia mais sentido do ponto de vista do setor elétrico.

Neste ensejo, a discussão sobre o retorno do horário de verão ocorre após o Ministério de Minas e Energia solicitar ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) estudos sobre o impacto político da iniciativa, especialmente depois de mudanças na forma como os brasileiros consomem energia elétrica.

“No passado, as pessoas e empresas eram estimuladas a encerrarem suas atividades do dia com a luz do sol ainda presente, evitando que muitos equipamentos estivessem ligados quando a iluminação noturna era acionada. Atualmente, porém, muitos brasileiros deixaram de ter um horário tradicional de trabalho, chegando em casa já à noite, ao mesmo tempo em que as lâmpadas ficaram muito mais econômicas. Além disso, principalmente durante as tardes de verão, o uso de equipamentos como o ar-condicionado foram intensificados”, dizem especialistas na área.

Desta forma, o governo estuda possíveis mudanças de panorama principalmente por conta do aumento da geração de energia solar.

O Ministério de Minas e Energia, por sua vez, ressalta que, tendo em vista a competência legal para formulação e aprimoramento das políticas públicas voltadas para o setor energético, “realiza constantemente estudos, pesquisas e avaliações técnicas das medidas possíveis, de acordo com o contexto energético vigente, a fim de manter a segurança energética e a modicidade tarifária ao consumidor brasileiro”.

“Desta forma, ainda não há definição com relação às implicações e implementação da referida medida”, completa a pasta. Representantes do Operador Nacional do Sistema não se manifestaram sobre o tema.

Com informações da Redação