
Pela primeira vez em quatro décadas, o Ministério da Educação (MEC), liderado pelo ministro Camilo Santana (PT) iniciou o ano letivo sem realizar a entrega de livros didáticos em Braille, impactando diretamente cerca de 45 mil estudantes cegos ou com baixa visão em todo o Brasil.
A ausência de um cronograma oficial de distribuição e a falta de garantia orçamentária para materiais acessíveis foram denunciadas por entidades do setor, como a Associação Brasileira da Indústria, Comércio e Serviços de Tecnologia
Assistiva (Abridef).
O cenário de “Braille zero” nas instituições de ensino foi confirmado pelo Instituto Benjamin Constant, órgão vinculado ao próprio MEC e referência histórica na educação para deficientes visuais. Segundo informações do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), a interrupção atinge alunos do ensino regular e também da Educação de Jovens e Adultos (EJA), comprometendo o aprendizado tátil essencial para quem não enxerga.
Fonte:Cearáantenado


