Após quebra de sigilo na CPMI, deputados pedem prisão e extradição de Lulinha

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Um grupo de 47 deputados federais protocolou nesta quinta-feira (26) representação criminal no Ministério Público Federal (MPF) solicitando a prisão preventiva do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A iniciativa foi liderada pela deputada Rosangela Moro (União Brasil-SP). No pedido encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR), os parlamentares também requerem a inclusão do nome do empresário na difusão vermelha da Interpol e a adoção de medidas para extradição junto à Espanha, sob alegação de risco de evasão. Segundo o grupo, Lulinha está em Madri desde 2025.

O pedido ocorre no contexto da investigação da Operação Sem Desconto, que apura um suposto esquema de descontos associativos não autorizados em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. De acordo com a Polícia Federal, mensagens encontradas no celular de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, mencionam o repasse de ao menos R$ 300 mil ao “filho do rapaz”, referência que, segundo os investigadores, seria a Lulinha.

Camilo Antunes está preso desde 12 de setembro de 2025. Até o momento, Fábio Luís não é alvo formal da Polícia Federal, mas é citado na representação como possível beneficiário do suposto esquema.

Também nesta quinta-feira (26), a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou a quebra de sigilo bancário e fiscal de Lulinha. O requerimento foi apresentado pelo relator, Alfredo Gaspar.

A comissão terá acesso a extratos bancários, movimentações financeiras e declarações de Imposto de Renda para verificar eventual compatibilidade com os valores mencionados na investigação. Até o momento, a defesa do empresário não se manifestou.