
Os três candidatos mais competitivos ao Governo do Ceará participaram de um encontro, nesta segunda-feira (12), durante novo debate eleitoral. A discussão, promovida pelo Grupo de Comunicação O Povo, ficou marcada por ataques entre os postulantes, com trocas de críticas e acusações entre Capitão Wagner (União Brasil), Elmano de Freitas (PT) e Roberto Cláudio (PDT).
O embate entre Capitão Wagner e Elmano de Freitas foi um dos focos de tensão do debate. Ao ser questionado sobre o passe livre na Região Metropolitana de Fortaleza e sobre esgotamento sanitário, Wagner repetiu que “se garantia” sem depender de “padrinhos políticos”.
Em resposta, o petista voltou a acusar o adversário de organizar os motins da Polícia do Ceará ocorridos em 2012 e 2020. “O candidato Wagner fala toda hora ‘eu me garanto’. Acho que ele se garante em fazer motim. Nisso sei que ele se garante”, disse.
O suposto envolvimento de Wagner nos motins foi um dos principais ataques usados pelos adversários dele em 2020, quando o oposicionista enfrentou o então candidato José Sarto (PDT) para a Prefeitura de Fortaleza. À época, Camilo Santana (PT), então governador, encabeçou as acusações, que foram usadas também no programa eleitoral do PDT contra o opositor.
Apesar dos ataques no debate desta segunda-feira, o candidato do União Brasil não respondeu sobre as acusações.
Empatado tecnicamente com Roberto Cláudio na pesquisa Ipec mais recente, Elmano de Freitas foi alvo de acusações sobre a proximidade com seus aliados Camilo Santana e Lula (PT). Roberto Cláudio ainda questionou se o adversário esconde a ex-prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT). “É plano do marketing esquecer de citar a ex-prefeita Luizianne Lins, que lhe deu oportunidade e de quem você foi secretário?”, perguntou.
Elmano rebateu e saiu em defesa da aliada. “Plano de marketing é sua obsessão pela Luizianne. Estamos em uma eleição para governador do Ceará, você olha tanto para Luizianne, viaja pelo Ceará, observa problema na saúde do Estado, mas não vê problema na saúde de Fortaleza?”, disse. A tensão cresceu quando o candidato do PDT acusou o petista de “oportunismo político” pela proximidade com Lula e Camilo.
A disputa entre Izolda Cela e Roberto Cláudio em busca de representar o PDT na corrida pelo Governo do Ceará, impasse que terminou com o rompimento da aliança entre PT e PDT, foi relembrada pelos adversários do pedetista.
Capitão Wagner, por exemplo, citou em diversos momentos que Roberto Cláudio fez parte do grupo que governou o Ceará desde a primeira eleição do ex-governador Cid Gomes (PDT). “Está na hora de colocar a candidatura que representa uma mudança real e as que dão continuidade a um projeto que já levou cinco milhões de cearenses para a linha da pobreza”, disse.
Com informações da Redação


