Ceará registra novas subvariantes de Covid-19

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O Ceará tem registrado a presença de duas novas subvariantes do coronavírus, chamadas LP.8.1 e XEC, que começaram a circular recentemente. Esse aumento na diversidade do vírus vem acompanhado de uma elevação no número de pessoas infectadas e da taxa de positividade nos testes realizados.

Entre o período de 26 de agosto e 5 de novembro de 2024, o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) identificou essas subvariantes da Ômicron em uma parte das amostras analisadas. A variante XEC, que resulta da combinação de características genéticas de outras duas variantes, já havia sido detectada em outros estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

De acordo com os dados mais recentes, não há indicação de que as novas subvariantes causem um quadro clínico mais grave em relação às variantes anteriores da Ômicron. A Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) também informou que, até o momento, não foram observados casos críticos relacionados às novas cepas no estado. Apesar disso, as autoridades reforçam a necessidade de continuar com as precauções de prevenção.

A partir de setembro, o Ceará experimentou uma leve alta nos números de casos de covid-19, resultando em um crescimento na taxa de positividade, que atingiu 15%. Durante o ano de 2024, a taxa passou por uma queda até fevereiro, uma fase de estabilidade até maio e, mais recentemente, um novo aumento a partir de setembro. Entre 10 e 16 de novembro, 15% dos testes realizados no estado apresentaram resultado positivo para a covid-19.

A faixa etária mais afetada pelas infecções atuais é a de pessoas entre 50 e 69 anos, que representam 22,4% dos casos registrados. Dessa forma, a maioria dos pacientes diagnosticados com a doença tem mais de 20 anos.