
Durante encontro realizado com lideranças femininas, na manhã deste sábado (20), o pré-candidato ao Governo, Ciro Gomes, destacou o histórico de protagonismo feminino em suas gestões na Prefeitura de Fortaleza e no Governo do Estado, e apresentou diretrizes de seu projeto para a segurança pública no Ceará, com foco no combate ao feminicídio e no desmantelamento de facções criminosas.
Durante o evento, Ciro relembrou o início de sua trajetória política no final da década de 1980 e início dos anos 1990, ressaltando que, desde aquela época, buscou “partilhar o poder de forma real com as mulheres”. Segundo o político, em ambas as ocasiões, mais da metade do orçamento esteve sob a liderança de secretárias de Estado.
“Ana Maria Cavalcante, na saúde, e Maria Luiza Chaves, na educação, são exemplos. A obra que me fez famoso no Brasil inteiro, o Canal do Trabalhador, foi operacionalizada por uma mulher extraordinária chamada Marfisa Aguiar”, pontuou Ciro, lembrando também a criação da Polícia Feminina e o fortalecimento do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher.
Propostas contra o feminicídio
Diante da escalada da violência de gênero no Ceará, descrita por ele como uma “explosão exponencial”, Ciro afirmou que sua equipe técnica trabalha em soluções práticas. A proposta apresentada consiste na aplicação imediata de medidas protetivas logo após o registro do primeiro Boletim de Ocorrência (BO).
“A maioria dos feminicídios no Ceará foi antecedida de Boletim de Ocorrência. Ao primeiro BO que for registrado, nós deflagraremos as medidas protetivas. Isso estancaria, ou pelo menos eliminaria, boa parte desse abuso”, explicou.
Abordando a segurança pública geral, Ciro avaliou que as facções criminosas operam majoritariamente através de um contingente masculino. Para ele, o combate ao crime deve envolver uma parceria com as famílias — como mães, avós e esposas — para identificar e resgatar jovens em fase de transição para a criminalidade, permitindo que a força policial se concentre nas lideranças dos grupos.
Classificando as organizações criminosas brasileiras como “terroristas” que usam o medo para dominar territórios, Ciro descartou soluções brandas. “Com o crime organizado, com o domínio do território, não há solução de resolver com rosas”, afirmou.
Como alternativa para mitigar os impactos colaterais e proteger inocentes, ele defendeu o uso de alta tecnologia e o intercâmbio de inteligência. O plano prevê cooperação com forças internacionais de elite de Israel, Estados Unidos e Alemanha.


