
O Ministério Público Federal (MPF) denunciou três empresários por crime contra o sistema financeiro e falsidade ideológica após a identificação de uma gráfica no Ceará que, segundo as investigações, “nunca funcionou de fato”. A denúncia foi apresentada após o Banco do Nordeste (BNB) comunicar suspeitas ao detectar irregularidades na contratação de crédito.
Foram denunciados Márcia Cristina da Silva Ribeiro, Francisco Josenildo da Silva e Arlilson Bruno da Silva Lessa. De acordo com o MPF, a gráfica recebeu, em 2019, um financiamento de R$ 190 mil destinado à compra de insumos, mas o dinheiro teria sido desviado para outras finalidades. O trio também teria apresentado documentos falsificados para tentar obter um novo empréstimo em outra agência do banco após a inadimplência do primeiro contrato.
A investigação aponta ainda que os acusados fizeram duas alterações contratuais em dois meses para mascarar responsabilidades, incluindo a saída de Márcia Cristina da sociedade. O MPF afirma que Arlilson e Francisco usavam nomes falsos e que Francisco seria responsável por criar ao menos 25 empresas de fachada usando identidades fictícias.
O grupo teria forjado cinco notas fiscais frias, totalizando R$ 46,6 mil, para justificar despesas que nunca foram comprovadas ao BNB.
Se condenados, os réus podem pegar até 2 anos e 6 meses pelo crime contra o sistema financeiro, além de 1 a 5 anos de prisão e multa por falsidade ideológica.
O MPF também mencionou Mateus Pereira da Silva, irmão de Márcia, por possível participação no esquema. Como a pena mínima prevista para ele é inferior a quatro anos e não há antecedentes, o órgão informou que iniciará tratativas para um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP). Caso ele não aceite, o MPF poderá incluir seu nome formalmente na denúncia.
As defesas dos acusados não foram localizadas. O espaço segue aberto para manifestações.
Fonte: DN


